Psicoterapia é o procedimento que segue um método científico e gera o efeito psicoterápico.

 

EFEITO PSICOTERÁPICO

O efeito psicoterápico é o resultado de qualquer ato com uso de ideias, raciocínio e atitudes ORGANIZADAS, onde a pessoa é o sujeito (ação) que produz um certo grau de alívio do sofrimento mental. Por exemplo, o bem estar e ou alívio experimentado em qualquer divertimento, conversar com alguém, uma prática religiosa, participar de um jogo, um “hobby”, etc.

            O efeito psicoterápico é sobretudo o resultado de um aprendizado acompanhado de uma libertação do funcionamento mental que causa o desgaste e ou sofrimento.

            É o que geralmente é mencionado pela pessoa como “Isto me faz bem”. Por tanto, é um conhecimento válido e objetivo.
Alguém poderia argumentar que usar uma droga ou álcool também produz um alívio dos sofrimentos mentais nos primeiros momentos de seus usos.

            O funcionamento mental que causa sofrimentos exerce uma escravidão sobre a pessoa. O efeito psicoterápico liberta desta escravidão gerando conhecimentos e aprendizados.

            Drogas e álcool criam uma escravidão, progressivamente dominando e consumindo todas as liberdades de uma pessoa, tornando-a dependente (escravizada), sabotando seus conhecimentos e não trazem aprendizados sobre a própria mente e seu comportamento.
Isto acontece porque o alívio inicial de álcool e drogas é causado pelas substâncias químicas (sujeito) e a pessoa é o objeto.
No efeito psicoterápico a pessoa é o sujeito (o que comanda) e jamais o objeto (comandado, escravizado) na relação com sua própria mente e seu comportamento.

            O indivíduo assume uma atitude mental ATIVA, ao passo que no uso de substâncias químicas o indivíduo (corpo) assume uma atitude mental PASSIVA (escravizado).

Na ATITUDE MENTAL ATIVA a pessoa:

            1 –  Decide “o que fazer” com liberdade.

            2 –  Usa suas capacidades mentais de observar, focalizar a atenção, RACIOCINAR, escolher o que lhe convém, etc.

            3 –  E colhe informações, ampliando seus conhecimentos.

            4 –  Com as informações a pessoa SEMPRE APRENDE ALGUMA COISA NOVA, fortalecendo a sua personalidade e seu cérebro.

            5 –  Assume a função se ser o ORGANIZADOR de seu comportamento.

 

Na ATITUDE MENTAL PASSIVA a pessoa:

            1 –  Não tem liberdade. “O que fazer” é SEMPRE “submeter-se às substâncias químicas” (dependência de álcool e drogas).

            2 –  As capacidades mentais são anuladas pela escravidão mental imposta pelo álcool e drogas.

            3 –  Não há informações novas; a experiência é sempre a mesma, o efeito químico sobre o cérebro.

            4 – Pelas mesmas razões acima, NÃO ACONTECE APRENDIZADO, enfraquecendo progressivamente a sua personalidade e seu cérebro.

            5 – O seu comportamento sofre com a AUSENCIA DE UM ORGANIZADOR.

MÉTODO PSICOTERÁPICO

            A palavra ‘método’ implica em um conjunto ORGANIZADO
de conceitos a serem aplicados para se alcançar um determinado objetivo.

            Os métodos sempre trazem em si mesmos um sentido de ORGANIZAÇÃO MENTAL.

Podemos dividi-los em dois grandes grupos:

            1 – Métodos científicos, que são os desenvolvidos, testados e aprovados em instituições científicas. São os métodos aplicados pelos Profissionais (Médicos, Psicólogos, Assistentes Sociais, etc.), após se capacitaram pelo devido treinamento em cada método. São sempre denominados “Psicoterapia”, porque seu objetivo é sempre e somente a recuperação da Saúde Mental.

            2 – Métodos não científicos, que são os desenvolvidos e usados em religiões, instituições filosóficas e ideológicas, etc.. São os métodos aplicados pelas lideranças destas entidades e jamais usam a palavra “Psicoterapia”, porque seus conceitos são religiosos, filosóficos, ideológicos, etc. e seus objetivos não são restritos à Saúde Mental.

            Os métodos não científicos, por trazerem em seus conceitos um certo grau de organização de ideias podem gerar efeitos psicoterápicos quando influem sobre a desorganização mental de pessoas portadoras de sofrimentos mentais. E também podem causar danos, quando os valores mentais não científicos incrementam o enrijecimento da mente de um determinado indivíduo (Por exemplo, nos fanáticos religiosos, políticos, etc).

            Neste portal estaremos sempre abordando os métodos científicos exclusivamente.

TIPOS DE PSICOTERAPIAS

São em grande quantidade, que não caberia aqui explicitar.

Mas, podemos dividi-las em dois grandes grupos:

            1 – Psicoterapias de Orientação Analítica, individuais e grupais.
Estas aplicam conhecimentos advindos da Psicanálise.

            2 – Psicoterapias de outras orientações, individuais e grupais.
Como psicoterapias grupais incluímos das terapias de casais, de família, etc., desde que impliquem na reunião de duas ou mais pessoas-pacientes com o psicoterapeuta.

            São muitas e aplicam conhecimentos advindos de diferentes áreas de conhecimento da Psicologia Humana.

A função principal de qualquer Psicoterapia é estimular que a pessoa:

            1 – Observe a si mesma e como se comporta, em suas iniciativas e reações.

            2 – Refletir sobre o que observa, usar sua inteligência e conhecimentos válidos.

            3 –  Distinguir as ilusões que sua mente cria das verdades que sua inteligência conhece.

4 -Saber decidir o que lhe é conveniente, com os benefícios e responsabilidades por suas decisões.

 

ALCANCE E EFICIÊNCIA DAS PSICOTERAPIAS

            São muitos e variados os métodos psicoterápicos.

            Em princípio, todas as psicoterapias sempre ajudam.

O alcance e eficiência irão sempre depender:

            1 –  Do grau de capacitação e desenvolvimento (experiência) do Profissional que aplica a Psicoterapia.

            2 –  Da dedicação do paciente (frequentar as sessões, refletir sobre o que aprende nas sessões, etc.).

            3 – Da compatibilidade de personalidades do Psicoterapeuta e Paciente. Pois, pode acontecer que, após um certo número de sessões, tanto o Paciente como o Terapeuta, chegarem a uma conclusão de seus temperamentos “não combinam”… E ser preferível para o Paciente buscar outro Profissional.

A ILUSÃO E A VERDADE SOBRE “CURA”

Este é um assunto muito amplo. Mas, o que vai aqui abre os horizontes para reflexões.

            A pessoa que tem uma pneumonia e a cura não tem a garantia de que jamais voltará a ter outra pneumonia.

            Portanto, a “CURA” não é nada mais que o alívio das causas e sofrimentos “daquela” determinada pneumonia. O médico ensina ao paciente os cuidados para evitar novas pneumonias. Se o paciente usa estes conhecimentos dificilmente terá outra pneumonia… Não há garantias de jamais ter outra pneumonia ou de se tornar imortal!

            Na Saúde Mental é a mesma coisa; em cada sessão ou ao longo de muitas sessões, o que se consegue é trabalhar para melhorar dos sofrimentos naquele período de tempo, construindo “conhecimentos” para evitar a reedição daqueles mesmos sofrimentos.

            Não existe “cura” no sentido de tornar a Vida só alegrias e prazeres!
Mas, seguramente as Psicoterapias ajudam “naquela fase de sofrimentos pela doença mental” e deixam no paciente recursos para lidar melhor com a vida futura…